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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

message in a bottle


Lua,

Ontem tinha, como quase todo dia, os processos, as reuniões, o estudo para a prova de anatomia.
Mas o que queria mesmo era achar um nome pra isso que sinto. Queria uma explicação, uma música, uma poesia, um texto de seu blog ou de seu orkut.

Li e reli, viajei. Fui em todos os cantos mas não cheguei nele e nem em mim. Rezei o rosário e esperei.
Meu sentimento não estava em C.F.A., nem em Drummond, nem em Sai Baba, nem em Billie Holiday. Não estava em Daniela Mercury, nem em Bethânia, nem em Ivete. Não estava na Bahia, não estava na Espanha. E embora eu me sinta como a própria definição de sergipana, nem Chico Queiroga conseguia falar por mim.
E agora, amiga?
Não desespero, não há medo, não há esperança, nada há.
Mentira, há um barulho, Lua. Um barulho muito grande, um estardalhaço, uma confusão doida. Mas eu vejo sem ouvir, sem sentir.
Só ouço o som de seu atabaque e batida de seu coração, só ouço a voz que louva a Deus e que diz que quer ficar comigo. Só vejo seu sorriso e o jeito que ele morde a boca, que eu nunca saberia imitar.
Ontem ouvi o samba de pareia e os parafusos de Lagarto... prestei muita atenção à batida da caixa, para mostrar a ele como é.
Quero mandar uma mensagem para o celular dele, dizendo tudo isso ao mesmo tempo, em uma frase só... como escrevo?

Ele é mimado, eu já te disse? Cheio de vontades e vive reclamando de qualquer coisa que não seja como ele já conhece.
Eu acho engraçadinho. É grave, isso? Porque quando achamos os defeitos engraçadinhos, não sei Lua... acho que é um atestado de bestinha. Tu me acha bestinha?
Talvez eu seja.

Ontem meu coração doeu, doeu muito. Chorei aquele troço calado, com aquele soluço lento e pesado. Silenciei o soluço com vergonha dos vizinhos. Chamei por mãinha e por meus avós, nem sei se você lembra deles, rsrsrs. Acho injusto não ter o colo dos avós por perto para essas horas. Ainda bem que sou espírita, rsrsrs.
Fiquei com uma grande preguiça do mundo, das pessoas. Muito barulho por nada....

Mas parece que entendo como é amar, porque o amo a ponto de querer unicamente sua felicidade.
Não, claro que estou apaixonada - de querer beijá-lo toda hora, de vê-lo dormir como se assistisse a um pôr-do-Sol, de sentir seu cheiro de longe.

Mas o que sinto, o que pretendo, o que me faz vibrar, é seu bem-estar e felicidade, longe ou perto. Aqui, em Aracaju, no Alabama, whatever!
Que poesia diz isso? Qual é a música, maestro?
Um xero imenso, minha frô.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Que seja doce...!


"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada".

C.F.A.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

declaração de amor, sim!


Acho que não há outro nome, o que vou escrever agora deve mesmo ser uma declaração de amor, se é que podemos fazê-la para um amigo.


Quero compartilhar como me sinto bem com meu amigo Shiva, e como sua presença me dá alegria e segurança. Não é sempre que isso acontece. Aliás, quase nunca estamos totalmente à vontade, com alma limpa e transparente diante das pessoas e do mundo. Sempre nos preocupamos com a opinião alheia sobre nossas roupas, postura, alimentação etc. E nem adianta dizer que não. Mas com Shiva há uma segurança. Não quer dizer que eu precise necessariamente peidar ou escarrar na frente dele, não é isso. Aliás, ele ficaria puto, de certeza. Assim como ele pode não concordar com uma série de atitudes ou opiniões minhas. Mas sabe o que é? Há um respeito, há um entendimento, uma compreensão.

Eu namorava o Furo quando o conheci, pois são grandes amigos. Não era vidência, clarividência, mediunidade nem nada, eu simplesmente tinha a certeza que nossa amizade iria além, já tinha essa certeza. Vão-se os Furos, fica o Shiva.

Hoje almoçamos juntos, e foi o suficiente para me encher com uma paz, uma plenitude, que não consigo explicar. Não há presentes, promessas, paqueras, nada. Há o amor, a segurança, a serenidade que sentimos, simplesmente. Sem dar nome aos bois, sem criar expectativas, sem o entorpecimento da paixão. Sem músicas de meditação, sem papos filosóficos, sem conversas profundas, sem incenso, sem yoga, sem...assim, me encho de luz, amor, respiração e segurança, mesmo diante de um prato de carne, que, entre nós dois, não parece soar como um pedaço de karma.


à Shiva, minha gratidão.


This

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Desafio Milésima Quarta Encarnação



Oi Deus, jóia com o Senhor?

Veja, eu não sou de reclamar nem nada, mas só queria tirar uma dúvida : aqui é minha vida ou é o Desafio Sebrae 2000 e sempre?

Porque se for minha vida mesmo, fico muito agradecida por ter recebido esse presente do Universo. Se eu conseguir atravessar essa mar sem perder a respiração e com serenidade, estarei ainda mais feliz. E ainda mais feliz se conseguir chegar sem dar nenhuma braçada desnecessária nos companheiros de nado ou neles me apoiar indevidamente. Gracias por achar que eu posso. Mas se puder mandar umas dicas e macetes, a gente agradece, de coração.

Um abraço,

Raquel

terça-feira, 21 de julho de 2009

Os pensamentos formam as coisas

É bom colocar em prática os ensinamentos preciosos que recebemos na vida. É bom estar cônscio em todos os momentos e aprender a observar todos os atos, todas as ações, externas e pessoais.

Muitas vezes me pergunto porque estou aqui nessa vida terrena e burocrática, resolvendo essas coisas ilusórias. É um grande desafio encarar essa missão com serenidade e achar o caminho e a verdade no meio desse mundo de carros, computadores, leis malucas, reuniões e projetos.

A importância da coisa está na energia depositada nela. Se esquecermos, plum, ela não mais existirá.

Dia desses, um homem maluco agiu de forma injusta, muito injusta e malvada, comigo e com duas amigas. De repente, me vi sozinha no meio de pessoas de baixa vibração, com pensamentos negativos, injustos e mentirosos. Por mais que não goste e não ache certo julgar, a situação era mesmo essa. Inicialmente, fiquei chocada por ver tamanha injustiça e mentira; depois fiquei muito triste com aquilo, mas não durou muito. Entrei no carro e fui brincar com meus sobrinhos. Já estava bem mais calma, quando o sapo de um deles quebrou o pé. Ele entrou em desespero, chorava, dizia besteiras, ficou muito muito bravo. E eu e meu irmão tentamos achar as soluções para ajeitar o pé, ou para que ele aceitasse o fato e convivesse com o sapinho daquela forma. Conversei com ele suavemente porque quis que ele ficasse calmo. Achei curioso: para ele, aquilo era terrível, desesperador, o fim do mundo. Compreendi com o coração que as coisas existem conforme nossos pensamentos, realmente. E as coisas são boas, ruins ou "neutras", conforme nossos pensamentos também. Entendi que não precisava me preocupar com a injustiça dos cabra, ou com o caráter dessas pessoas ou qualquer coisa. Entendi com o coração que poderia esvaziar a mente e estar bem e feliz. E assim foi. É importante que observemos cada segundo, que estejamos sempre cônscios, e que tentemos iluminar e renovar nosso espírito a cada passo.

Mamãe vai perder as esperanças

Ou ainda "Por que eu não uso drogas". Porque devo ter usado o suficiente na encarnação passada. Nasci assim meio lesa. Rs rs rs. A última foi trocar as sacolinhas no domingo. Ao sair do centro, passei na casa de Bula e ganhei feijão tropeiro. Conclusão: Deixei o feijão no carro e subi com a sacolinha de roupas, a qual coloquei na geladeira. No dia seguinte, voltando do trabalho para almoçar, notei o cheirinho suspeito no carro- foi então que desfiz o feito.
Diz mamãe que reza todos os dias pela organização na minha cabecinha. E digo eu que sou assim mesmo.
Vamos ser geminianos aéreos, mas assim também tá demaisssssss!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Franccino é a solução. Ou: muito mais simples do que parece. Ou ainda: Happy Birthday Bao.

Já ia mesmo escrever para Barbarela(Cravo & Canela) em homenagem a semana Bao(é a first week do december month).


Mas agora tenho ouuuuuuuuuuuuuutro motivo.


O case é que ontem eu estava macambuzia, triste e muito, mais muito, MUITÍSSIMO decepcionada com as pessoas em geral. Rezei, mantrei, ouvi Chico Xavier e fui melhorando. Ainda assim estava de broken heart. Fiquei lendo textos buddhistas e espíritas, pensei(seriamente) em voltar à terapia junguiana. E eis que ligo pra minha amiga aniversariante da semana e, conversa vai, conversa vem, ela disse tudo em uma só frase: "Você precisa é de um franccino".


Eu sabia que estava faltando alguma coisa. Uma pequenina peça de uma imensa engrenagem, mas que faz toda a diferença. Baobarela ontem entregou a peça e agora finalmente está tudo bem de verdade.


Um bom franccino num finde tarde no Deck Brasil. Um franccino e uma água, s'il vous plait.


E o mais engraçado é que quando fui procurar uma foto do Franccino para ilustrar este post, achei a reportagem "Franccino contra frappuccino" na revista Exame. Mara!


Em outro post, escreverei dicas sobre ice-coffees(Em Brasila, Curitiba, Aracajuvis e San Paul).


E a foto ilustrativa, eu mesmo vou tirar e coloco después(Não achei nenhuma bacana no google imagens).




(O pateta tem três dias para chegar com o bolo no south lake)

Serviço:

http://www.franscorp.com.br/

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0897/marketing/m0133369.html

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

uma meia verdade é uma mentira inteira

Sabe que há uns dois meses atrás eu sonhei que alguém queria tirar a minha função "bozo" e eu ficava revoltadaaaa... E ainda dizia que era um compromisso cármico meu...ser o bozo!! Eu queria mesmo era ser a boza, de verdade...Orasssss!! Boza e ursa. Ursa e boza. Esse é o meu way.

Depois de uma muito breve e efêmera saída, voltarei à minha toca, onde vivo serena e feliz com os meus seletos companheiros. Saí e estava um barulho imenso, um troço confuso e sofrido. Achei tudo feio e quis voltar. Enquanto escrevo, traço o meu caminho de volta, tranqüila, serena e sim, com uma tristeza considerável. Mas não como um bichinho ameaçado, pusilânime. Sussa. No estilo Gugu de "beleza, tá tudo certo, vamo nessa". Vamo nessa. Já consigo sentir o aconchego e a luz da minha humilde toca do urso.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

a tola e outras histórias


Tolo é quem confia sempre; tolo é quem continua confiando, contrariamente ao que recomendam todas as suas experiências vividas. Você o engana, e ele confia em você; você o engana de novo, e ele continua confiando; você o engana mais uma vez, e ele ainda confia em você. Então você dirá que ele é um tolo, que não aprende. A confiança dele é enorme; é uma confiança tão pura que ninguém consegue corrompê-la.Seja um tolo no sentido taoísta, no sentido do Zen. Não tente criar uma muralha de conhecimentos em torno de você. Seja qual for a experiência que venha a você, deixe-a acontecer e depois siga em frente, descartando-se dela. Vá limpando sua mente o tempo todo; vá morrendo para o passado, de forma a permanecer no presente, no aqui-agora, como se tivesse acabado de nascer, como se fosse um bebê. No começo isso será muito difícil. O mundo começará a tirar vantagem de você... deixe que o façam. São uns pobres companheiros. Ainda que trapaceiem com você, que o enganem e roubem, deixe acontecer, porque aquilo que é realmente seu não pode ser roubado, o que realmente lhe pertence ninguém pode tirar de você. E a cada vez que você não permitir que as circunstâncias o corrompam, a oportunidade se transformará em um efeito de integração dentro de você. A sua alma se tornará mais cristalizada.

Osho Dang Dang Doko Dang Chapter2


Eu ia escrever sobre uma coisa parecida, e resolvi tirar o textinho "Osho" do dia. Achei fera cair justo nesse, e é muito oportuno.

Na verdade mesmo eu nem deveria escrever agora, mas quero e vou escrever, ponto. Não adianta correr, ter ataques de pânico, taquicardia, nada. Até porque estou sem uma gota de saúde pra isso. Só lembro de um amigo muiiiiiito querido, que diz que a calma(leia: lerdeza) e a paciência são sempre bem-vindas. Eu não concordo 100% porque ainda acho que uma adrenalinazinha de vez em quando faz muito bem. E eu ainda fico disposta a trabalhar com muita adrenalina, desde que eu tenha a nítida percepção de que está funcionando bem assim. Porque não dá pra gastar tempo, dinheiro e energia num troço que não vai pra frente.

Enfim, nada disso importa neste momento porque não tenho mais opção, senão a calma e a paciência. Adorei a "sorte" de hoje, porque casa direitinho com o que eu estava pensando.

As coisinhas externas estão desabando em cima de moá e de meus pouquíssimos portos-seguros. Atenção, pânico geraaaaaal! Pânico, terror e ranger de dentes(iarriarriaarri-risadinha macabra:)

Tudo muito estranhoooooo, um monte de mistérios no ar, as coisinhas mais bobas e cotidianas começam a emperrar, que dá medo até de sair de casa. As coisas grandes então nem se fala. Isso porque eu estou excluindo o trabalho desse contexto. Porque os babados de lá, sozinhos, já dão um best-seller.

Essas coisinhas dando errado, toda hora toda hora, vão aperriando o cabra(no caso, eu). Chega uma hora que não tem Osho que agüente! Ah, meu velho, dessa forma fica difícil !! É muito perrengue pra pouco(muito pouco) ser humano. Aí vem uma agonia danada, porque não podemos parar pra rezar, refletir, meditar e planejar qual será a melhor postura diante do tal contexto... a coisa vai te aperriando, consumindo, agoniando até o momento do foda-se. Pronto, a partir de agora, foda-se. E você, vá sentar e espere sua vez...oxenteeeeeeee!! Cada uma...! é Sim! (ler com entonação euricolística). Tudo no seu tempo e sem afobação. Acabou-se o tempo, o estômago, o raciocínio e principalmente o dinheiro. Agora, sente e espere. Eu sou uma só, e uma só com pouco dinheiro. O dia não tem 60 horas e meus portos-seguros estão pelejando pra sobreviver à turbulência também. Então o jeito é fazer as coisas com calma e sem querer mil horas pra pensar. Bora sem pensar mesmo. Só respirar e se conectar ao bem, e ir fazendo as coisas, uma de cada vez, mas sempre respirando. E não dá em nada essa história de ficar pra lá e pra cá pensando quem cabrunco fez essa macumba, quem deixou esse ebó na nossa porta e quem quer tanto nosso mal. E pior é ficar naquela dúvida se fizeram ou se nós mesmos construimos, se é um processo cármico ou se...ahhhhh, foda-se também. Caguei pra tudo isso. Porque nunca soube, nem quando dividi o mesmo quarto(e minha vida) com uma clarividente super-ultra-master-mega médium, high plus iluminada. Aliás, foi dessa experiência que nasceram os maiores questionamentos, soltos por aí até hoje. A merda pode vir de qualquer lugar, inclusive dos portos. É neurotizante querer advinhar. E vindo de dentro, do céu ou do raio-que-o-parta, o certo é que não é capaz de mudar ou roubar o que é verdadeiramente meu. E se eu gosto tanto de ser o bozo(ou o tolo, como diz Osho), é bom mesmo que eu não saiba e se possível, trate a pão-de-ló mesmo o ser que mais atrapalha minha jornada terrena. Fica tudo uma delícia quando você percebe isso de verdade, quando é um troço seu, puro e verdadeiro, e não um dogma ou dica que alguém compartilhou. Você sente o troço de verdade: a raiva passa, passam os julgamentos, passa tudo. Você está ali acreditando de verdade nas pessoas e nas situações, e quer de verdade o bem dela. VocÊ acredita que ela pode ser melhor e deseja isso profundamente. É uma das melhores sensações, ever. Pena que eu não fico nesse estado pra sempre. Ou nãão...!







segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Falta sono, mas não falta assunto


Esse post é muito mais pela falta de sono(ainda não cabe a palavra insônia), do que pela importância do conteúdo...rsrrsrs...!

Estou sem sono porque tomei muita cafeína.

Tomei muita cafeína porque o antiinflamatório que eu já tinha em casa(diclofenaco potássico), já vinha com cafeína e paracetamol.

Além do café e chá verde que é de praxe.

E tomei o antiinflamatório porque minha garganta inchou e quase fecha, de uma hora pra outra.

Isso porque eu engoli sapo. Não expressei minha vontade. É o que disse um grande amigo, e é a minha opinião sincera também.

Os fatos me trouxeram de volta à uma reflexão que já costumava fazer antes. Sobre respeitar os limites alheios e compreender também. Meu pai me ajudou bastante nisso. Porque várias vezes, quando alguém nos dava uma notícia totalmente BABADO, ele logo falava: "Ah, mas ele teve seus motivos. Não vamos julgar apenas por esse ato, etc". Claaaro que não significa que iremos aceitar tudo guela abaixo. Mas é bom tentar entender os limites da pessoa e o contexto. Eu tento fazer isso no trabalho, em casa, nas relações em geral.

O mais difícil e fera foi com meu irmãozinhozão. Foi fera porque percebi isso sozinha, e o que sinto é de verdade e independe(na medida do possível) da opinião alheia. Ele sempre foi o meu brother, super parsa! E de repente, precisou de um momento dele...Assim, far away from family. E eu estou inclusa na family. Seria easy ficar puta, julgar, xingar ele, xingar a esposa, fazer corrente de oração etc. Tá, confesso que fiquei indignada algumas vezes. Mas continuo com a mesma opinião inicial: o bicho é fera, é sensato, e nós o amamos. As pessoas precisam de um espaço diferente do nosso. De um tempo diferente. De coisas diferentes. As pessoas não amam da mesma forma. E às vezes nem amam. Mas estamos aí, na área. Com a família e com a chosen family.

A questão é que eu nunca mais tinha refletido sobre o MEU espaço, sobre as minhas limitações. Primeiro a gente é criança besta que aceita tudo e faz toda sorte de bobagens pra fazer a vontade dos outros. Depois fazemos análise junguiana e descobrimos que precisamos sim, que nos respeitem. Precisamos dizer não muitas vezes e precisamos definir bem nossas limitações, para que toooooooodos a nossa volta percebam. Mas aí começamos a estudar, viver e trabalhar no espiritismo, e fica difícil saber o que é caridade e o que é fuleragem. Acho lindo e muito nobre a abnegação, a entrega, o desapego. Mas não é simples como eu pensava. Não é só ser o bozo sempre. Ainda mais para seres pouco iluminados como eu. Não rola assim de uma hora pra outra, só porque eu quero. E outra: nem sempre ajudamos o mundo com isso. É difícil dizer quando fui abestalhada e quando fui caridosa de fato. Enfim, eu tenho limites. Queria muito ser super legal e tolerar facilmente tudo que viesse de minha família e chosen family, pelo menos! Mas não sou. Não adianta forçar a barra. Tem coisas que eu aceito de boa. Outras coisas fecham minha garganta, me dão febre. Dessa vez não vai dar. Até porque sem saúde eu não consigo fazer mais nada, quem dirá a caridade. Uma preta-velha já tinha me dito uma vez, pra não fazer além dos meus limites. Eu lembro disso, mas dessa vez achei que poderia expandiiiirr um pouco mais. Fica pra próxima. Um dia serei doce, feliz, sábia e sensata como esses guias muito fofos. E olhe que nem eles agradam a todos...;)

Ps: A imagem foi emprestada do http://www.betoblogspot.blogspot.com/

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Reflita antes de cutucar o urso


Já diria o meu grande e muito querido amigo Dum, contando mais uma de suas aventuras: "Eu sou um urso...Eu estou quieto...Aí chega Ciclana para acordar o urso". É bem verdade que a história tinha toooooda uma conotação sexual e que eu vivo de rir toda vez que lembro dele contando.

Mas indo mais além dessa conotação, percebi que isso se aplica a 90% das situações em minha vida.

E, diante do que aconteceu nos últimos 15 dias, me senti na obrigação de escrever. Eu sou um urso, ponto! Estou aqui em paz, rezando, meditando, curtindo e me sentindo extremamente feliz. Há alguns seres muito fofos e que eu amo de verdade, mas que chateiam e me ferem, gratuitamente. Adorei essa idéia do urso, fico imaginando a metáfora realmente acontecendo. O urso está lá, todo sereno. E então chegam aqueles moleques cutucando e jogando pedra, só de birra. Só de curiosidade, pra ver o que acontece. Então, se você está bêbado transtornado às cinco da manhã, já fez toda sorte de maluquices na madrugada e Deus sabe quando mais, por favor, não acorde o urso por pura maldade. O urso é legal e ele te ama. Ele com certeza irá perdoar, e o que é pior, ele pode achar que alguma coisa realmente está acontecendo, e querer ajudar, interagir, etc. Amiguinhos, por favor não perturbem o urso amigo à toa, por pura maldade. Quando acordarem o urso, tenham no coração algo realmente puro, bom e com muita luz para oferecer.

Ah! é bão registrar que eu tô com muita saudade do meu ursinho Duummmdum! uma beijoca especialíssima pra ele. Namastê.